Como primeira corrente do subgênero a ser desenvolvida, o Doom Metal Tradicional originou-se da influência massiva dos primeiros álbuns do Black Sabbath sobre a sonoridade de determinadas bandas no fim da década de setenta e começo dos anos oitenta. A vertente se caracteriza basicamente por um direcionamento mais sombrio do Heavy Metal Tradicional, com a predominância de vocais limpos e uma musicalidade voltada para a criação de um som pesado, tanto em aspectos musicais quanto à densidade da atmosfera propiciada pelos mesmos.
Os elementos que tornaram Black Sabbath, Paranoid e Master Of Reality álbuns dotados de um rótulo maldito e condenado, já associados aos riffs graves e cadenciados do Stoner e ao Hard Rock inglês, de raízes no Blues-Rock dos anos sessenta, foram incorporados à sonoridade de algumas das mais sombrias bandas do cenário underground, à princípio retido às cenas da Inglaterra e aos EUA. O Doom Metal Tradicional conserva as características determinantes para a rotulação do Proto-Doom, a utilização de afinações graves, tempos lentos e médios, baixos pesados, riffs de guitarra soturnos e arrastados e uma temática lírica de abordagem referente a condição humana em seu aspecto mais intimista, seus sentimentos, destino e fim, numa ambientação carregada por ocultismo, presságios de morte e condenação.
Os elementos que tornaram Black Sabbath, Paranoid e Master Of Reality álbuns dotados de um rótulo maldito e condenado, já associados aos riffs graves e cadenciados do Stoner e ao Hard Rock inglês, de raízes no Blues-Rock dos anos sessenta, foram incorporados à sonoridade de algumas das mais sombrias bandas do cenário underground, à princípio retido às cenas da Inglaterra e aos EUA. O Doom Metal Tradicional conserva as características determinantes para a rotulação do Proto-Doom, a utilização de afinações graves, tempos lentos e médios, baixos pesados, riffs de guitarra soturnos e arrastados e uma temática lírica de abordagem referente a condição humana em seu aspecto mais intimista, seus sentimentos, destino e fim, numa ambientação carregada por ocultismo, presságios de morte e condenação.
Novos conceitos de musicalidade foram adicionados à cultura musical após o lançamento do debut do Black Sabbath, devido à revolução causada por tamanho peso, distorção e a adoção de uma temática lírica controversa à época. O Rock&roll, Blues-Rock, o Jazz, e o Rock Psicodélico foram as origens musicais de um estilo arrojado e promissor, intitulado Heavy Metal. Das criações mais soturnas do quarteto de Birmingham, extraíram-se os aspectos introspectivos, a melancolia, a loucura e a obsessão, conferindo às viagens psicodélicas e à linguagem do Acid Rock um caráter lúgubre e sinistro, propulsor de escapismos fantasiosos e de uma atmosfera densa, carregada de tensão, geradora de uma musicalidade pesada, não apenas em sua sonoridade, mas como um todo.
Dos aspectos negros contidos na sonoridade típica da música pesada da década de setenta, o Doom Metal dava sinais de uma existência em estado embrionário, em sua forma mais primitiva, que aos poucos ganharia um número maior de adeptos, conseguindo certa projeção no cenário underground, ainda que retida às sombras do que havia sido feito pelo Black Sabbath. Os riffs brilhantes de Tony Iommi, os vocais débeis de Ozzy e a harmonia perfeita entre Butler e Ward geraram uma tendência que foi exaustivamente seguida por inúmeras bandas durante as década de setenta e oitenta (convenhamos que ainda hoje continua a ser), sempre sobre uma roupagem diferente, no intuito de não revelar o óbvio, e quando as influências tornavam-se apenas parte de uma construção musical mais coesa, o underground presenciava o surgimento de verdadeiras lendas, que conseguiam se sobressair diante de tantas outras que se afogavam no esquecimento, retidas ao marasmo.
Das primordiais Bedemon e Death Row, o Pentagram ergueu-se como precursor de uma musicalidade evidentemente má e condenada, direcionada ao simples propósito de reavivar os aspectos mais sombrios da música do Black Sabbath, ressurgindo com um som retrô, quando os ícones da música pesada pareciam querer afastar-se de suas raízes fincadas no metal.
O Proto-Doom tentado ao longo de uma década inteira pelo Pentagram, nas figuras essenciais de Victor Griffin, Randy Palmer e do excêntrico Bobby Liebling, ganhava uma forma autentica em 1985, com uma compilação de composições resultantes de árduo trabalho na cena underground, após muitas cisões e line ups, em onze composições marcadas de bemóis e sustenidos, escalas menores, timbres graves e obscuros e uma temática de culto ao terror e ocultismo. Em Fevereiro de 1985, o Pentagram finalmente lançava seu debut, no que viria a ser o Doom Metal Tradicional, já visto nas demos da Death Row e Bedemon.
Pentagram - Bobby Liebling e Joe Hasselvander
Quando o Pentagram firmava seu line-up ainda como Death Row, a cena Rock presenciava o crescimento de um movimento que tinha por objetivo, revitalizar o Heavy Metal, conhecido como NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). O movimento, apesar do nome, desenvolveu-se por todo a Europa e atingiu uma enorme quantidade de bandas emergentes, com uma sonoridade influenciada pelo Hard Rock da década anterior, valendo-se do legado deixado por bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, e Uriah Heep, impulsionando o Heavy Metal na década de oitenta.
Também como uma reação direta ao apelo comercial das bandas do emergente Punk Rock, os nomes que compunham a NWOBHM adotavam uma estética visual distante da temática Hippie e mais próxima de vestuário urbano, o que popularizou o uso do jeans, dos t-shirts de bandas e de um estereotipo de rebeldes sobre motocicletas. Musicalmente, a presença de power chords como base para frases agudas de uma outra guitarra, um andamento mais rápido propiciado por um uso constante de pedais duplos na bateria, vocais mais líricos e poderosos e uma experimentação mais abrangente quanto á timbres e distorções caracterizavam o movimento. Talvez por seu estardalhaço inicial, a NWOBHM não durou mais que meia década, tendo a maioria das bandas rotuladas como tal lançado apenas um single, enquanto as remanescentes tenderam para o Speed Metal ou círculos mais extremos (posteriormente, veríamos o surgimento do Thrash Metal). Exatamente no caminho contrário aos sobreviventes da efêmera NWOBHM, surgiam dois ícones do Doom Metal, o Pagan Altar e o Witchfinder General.
Com fortes influências de Black Sabbath, o Witchfinder General tentou em seu breve período de atividade (1979 – 1983, praticamente o mesmo da NWOBHM) conciliar a sonoridade setentista com os parâmetros contemporâneos à sua época, soando brilhante em suas demos e arrastando-se de seu debut em diante. Em contraponto, o Pagan Altar desenvolvia sua sonoridade afastada do Heavy Metal mainstream até a década de oitenta, quando sua sonoridade projetou-se como algo distorcido, pesado e épico, de temática relativa ao ocultismo.
Witchfinder General - Zeeb Parks, Phil Cope, Zak Bajjon e Kid Nimble
Na mesma época, porém nos EUA, surgia o Trouble, com um Heavy Metal também fortemente influenciado pelo Black Sabbath, de andamentos lentos, com riffs pesados e cadenciados, porém voltados a uma temática religiosa dentro do imaginário cristão, algo tecnicamente inovador no subgênero, salvo ás tentativas omissas de redenção do Black Sabbath em Master Of Reality.
Ainda nos Estados Unidos, o The Obsessed surgia com sua música cadenciada, soturna e má, projetando o genial Scott "Wino" Weinrich a assumir os vocais de outra lendária banda, o Saint Vitus. Ambas incorporaram a sintetização da música setentista, com o Heavy Metal da década de oitenta, o Stoner e o Sludge, às reminiscências do Punk e do Hard Core, principalmente relativas à The Dictators, do não menos renomado Ross The Boss. Esse encaminhamento deveu-se notoriamente às intenções de Wino em relação ao som que queria executar nas bandas que integrava.
Scott "Wino" Weinrich
Voltando a Europa, em 1981, na Suécia, o Mercy surgia com uma sonoridade que aliava a velocidade dos pedais duplos aos riffs pesados e arrastados, com vocais de impostação aguda e poderosa, seguindo uma linha entre o Doom Metal Tradicional e o Speed Metal, com uma temática de morte, magia negra e satanismo, contando posteriormente com a adição de Messiah Marcolin ao line up, assumindo os vocais em 1984. Na mesma época, o Nemesis era fundado pelo baixista Lief Edling, com evidentes influências do Black Sabbath, num Heavy Metal arrastado, sombrio, pesado e distorcido. O projeto durou apenas dois anos, sendo encerrado em 1983, para dar origem à lenda Candlemass, que em 1987, com o antigo vocalista da Mercy, Messiah Marcolin, lança o álbum Nightfall, sucessor do seminal Epicus Doomicus Metallicus.



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